Trauma vascular e lesões dos vasos sanguíneos
Em um acidente com lesão de artéria ou veia, o tempo entre a interrupção do fluxo e o reparo é o que define o desfecho. Restabelecer a circulação cedo é o que preserva o membro e, em muitos casos, a própria vida.
O que caracteriza um trauma vascular
Acidentes de trânsito, ferimentos por objetos cortantes ou por arma, fraturas com grande desvio e esmagamentos podem romper, cortar ou comprimir vasos sanguíneos. O resultado varia entre a hemorragia, quando o sangue extravasa, e a isquemia, quando o sangue deixa de chegar ao tecido.
Sinais de alerta incluem sangramento pulsátil, membro frio e pálido, ausência de pulso abaixo da lesão, hematoma que cresce rápido e perda de força ou sensibilidade.
A urgência da revascularização
Músculo e nervo toleram pouco tempo sem sangue. Depois de algumas horas de isquemia, as lesões passam a ser irreversíveis mesmo que o fluxo seja restabelecido. Por isso o diagnóstico é clínico e rápido, e a exploração cirúrgica não espera exames demorados quando o quadro é evidente.
Técnicas de reparo
Conforme a lesão, o vaso pode ser suturado diretamente, ter um segmento substituído por enxerto de veia do próprio paciente ou por prótese, ou ser tratado com técnica endovascular em situações selecionadas. Quando há grande destruição de um segmento arterial, constrói-se uma ponte que restabelece o fluxo para as regiões mais distais — pé, mão — ou para órgãos do abdome atingidos pelo trauma.
O trabalho é conjunto com as equipes de cirurgia geral, ortopedia e terapia intensiva, e continua depois do reparo, com vigilância da perfusão e atenção à síndrome compartimental.
Perguntas frequentes
Trauma vascular é sempre emergência?
Toda suspeita de lesão de vaso deve ser tratada como emergência até que se prove o contrário. Diante de sangramento importante ou membro sem pulso, o caminho é o pronto-socorro, na hora.
Nem todo trauma vascular sangra por fora?
Correto. Existem lesões que sangram para dentro do tecido ou que apenas interrompem o fluxo, sem sangramento visível. O membro frio e sem pulso é tão grave quanto a hemorragia externa.
O membro sempre é salvo?
O resultado depende do tempo de isquemia, da extensão da lesão e das estruturas atingidas. O reparo precoce aumenta muito a chance de preservação, mas não há garantia em nenhuma cirurgia.
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