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Saúde vascular feminina

Boa parte das queixas femininas atribuídas a outras causas tem origem nas veias. Investigar essa possibilidade evita cirurgias desnecessárias e trata o problema onde ele realmente está.

Varizes e a influência hormonal

Estrogênio e progesterona relaxam a parede das veias, e a gestação aumenta o volume de sangue circulante e a pressão dentro do abdome. É por isso que muitas mulheres percebem o surgimento ou a piora das varizes durante a gravidez, e por que as queixas costumam voltar em cada gestação.

Peso e cansaço nas pernas no fim do dia, inchaço nos tornozelos, câimbras noturnas e vasinhos que se multiplicam são sinais de que a circulação venosa merece avaliação — mesmo quando o incômodo ainda parece pequeno.

Dor pélvica crônica de origem venosa

Existe um quadro pouco lembrado: a síndrome da congestão pélvica. Veias dilatadas ao redor do útero e dos ovários provocam dor no baixo ventre que piora ao longo do dia, ao ficar muito tempo em pé, no período pré-menstrual e após a relação sexual.

Muitas mulheres passam anos investigando outras causas antes de chegar a esse diagnóstico. Quando a origem é confirmada, o tratamento é dirigido às veias — em geral por embolização, um procedimento minimamente invasivo — e evita intervenções ginecológicas maiores feitas por dor de causa não esclarecida.

Cuidado vascular na gestação e no pós‑parto

A gravidez também aumenta o risco de trombose venosa. Inchaço assimétrico de uma perna, dor na panturrilha, calor e vermelhidão localizados precisam de avaliação rápida em qualquer fase da gestação e no puerpério.

Medidas de prevenção, uso adequado de compressão e acompanhamento em conjunto com o obstetra fazem diferença real, especialmente em quem já teve trombose ou tem história familiar.

Estética e saúde caminham juntas

Tratar varizes não é apenas uma questão de aparência. Veias doentes que não são cuidadas evoluem para inchaço persistente, alterações da pele e, em casos avançados, úlceras no tornozelo. O tratamento certo é aquele indicado depois do mapeamento com Doppler — e não pelo tamanho do vasinho visível.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Posso tratar varizes durante a gravidez?

Procedimentos eletivos costumam ser adiados para depois do parto. Durante a gestação, o cuidado é com sintomas e prevenção — compressão adequada, atividade orientada e vigilância para sinais de trombose.

Vasinhos e varizes são a mesma coisa?

Não. Os vasinhos são vasos muito finos na superfície da pele; as varizes são veias dilatadas mais profundas. Podem coexistir, e o mapeamento com Doppler mostra o que está por trás.

Dor pélvica sempre é ginecológica?

Não. Quando a investigação ginecológica não explica a dor, a origem venosa precisa entrar na lista — sobretudo se a dor piora em pé, ao longo do dia e no período pré‑menstrual.

Fazer as pernas doerem menos exige cirurgia?

Nem sempre. Parte dos casos melhora com medidas clínicas e compressão bem indicada. A conduta é definida pelo grau da doença venosa encontrado no exame.

Esse é o seu caso?

Marque uma consulta e faça a avaliação com quem é especialista em cirurgia vascular e endovascular.

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