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Acessos venosos e fístulas para pacientes renais e oncológicos

Tratamentos longos exigem um caminho seguro até a circulação. Para o paciente oncológico, isso significa um cateter de longa permanência; para o paciente renal crônico, uma fístula arteriovenosa bem construída e bem cuidada.

Acesso venoso de longa permanência

A quimioterapia e outras terapias prolongadas são agressivas para as veias finas do braço. Punções repetidas causam dor, inflamação e, com o tempo, dificultam encontrar veia — justamente quando o tratamento não pode parar.

O cateter de longa permanência resolve isso: um dispositivo posicionado em uma veia calibrosa, que permite infundir medicação e colher sangue sem novas punções a cada sessão. O cateter totalmente implantado, conhecido como port, fica sob a pele e é acessado por uma agulha específica no dia do tratamento.

O procedimento é feito em ambiente cirúrgico, com anestesia local e sedação, e guiado por imagem para posicionamento correto da ponta do cateter.

Fístula arteriovenosa para hemodiálise

Quem depende de hemodiálise precisa de um acesso capaz de suportar um fluxo alto de sangue várias vezes por semana. A fístula arteriovenosa é construída ligando uma artéria a uma veia do braço: com o tempo, a veia recebe mais fluxo, se dilata e ganha parede mais espessa — ela amadurece e passa a ser puncionada com segurança.

A fístula é o acesso com melhores resultados a longo prazo e com menor taxa de infecção quando comparada aos cateteres. Por isso, quanto antes ela for planejada no curso da doença renal, melhor.

Cuidados e acompanhamento

Depois de confeccionada, a fístula precisa de acompanhamento: sentir o frêmito diariamente, proteger o braço de compressão, evitar medir pressão ou puncionar naquele lado e observar sinais de estreitamento, como sangramento prolongado após a sessão ou queda no rendimento da diálise.

Quando surge um estreitamento, existe tratamento — muitas vezes por técnica endovascular, preservando o acesso já existente em vez de criar um novo.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Quanto tempo depois de feita a fístula posso começar a diálise?

A fístula precisa amadurecer antes de ser puncionada, o que costuma levar algumas semanas a alguns meses. Por isso o ideal é confeccioná-la com antecedência, antes da necessidade urgente de diálise.

O port atrapalha a rotina?

Ele fica sob a pele e, fora dos dias de tratamento, permite atividades normais. Os cuidados são simples e orientados caso a caso.

Dá para retirar o cateter depois?

Sim. Terminado o tratamento, o dispositivo é retirado em procedimento simples.

Posso medir pressão no braço da fístula?

Não. O braço da fístula não deve receber aferição de pressão, punção venosa nem compressão, para preservar o acesso.

Esse é o seu caso?

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